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sábado, 14 de março de 2009

Confirmado o card completo para o UFC 97

O UFC confirmou todas as lutas que se juntarão aos combates principais entre Anderson Silva contra Thales Leites e Chuck Liddell versus Mauricio “Shogun” Rua, para formar o card completo do UFC 97: Redemption, que será disputado no Bell Centre em Montreal, Canadá, no dia 18 de abril.

Pelo card preliminar teremos o confronto entre os leves Sam Stout e Matt Wiman, o duelo entre os meio-médios Ryo "Piranha" Chonan e TJ Grant, outra luta de leves entre Mark Bocek e David Bielkheden e os encontros de médios David Loiseau contra Ed Herman, Jason MacDonald enfrentando Nate Quarry e Denis Kang encarando Xavier Foupa-Pokam.

Já pelo card principal, grandes lutas nos aguardam, quando simplesmente quatro brasileiros estarão em ação em cinco lutas. O primeiro compatriota a lutar será Luiz Artur Cane, o Banha, que enfrenta Steve Cantwell pela divisão dos meio-pesados. Na segunda luta, o duelo de pesados entre Cheick Kongo e Antoni Hardonk. Voltando para os meio-pesados, Krzysztof Soszynski vai para cima de Brian Stann.

As duas lutas principais do evento ficarão a cargo de Mauricio Rua e Chuck Liddell, além do carro chefe da noite, o duelo de brasileiros pelo cinturão dos médios entre Anderson Silva e Thales Leites.

terça-feira, 10 de março de 2009

MMA versão 3.0: o futuro

Como informado no último post Notas da Semana, o leve japonês Shinya Aoki presenciou uma situação ridícula em sua luta, protagonizado pelo adversário. Aoki, que não tem nada com isso, aproveitou a deixa para finalizar o combate, como é de costume. Em outro Notas, informamos que os empresários que cuidam da carreira de Fedor Emelianenko estão tentando negociar com Dana White uma luta entre o russo e Brock Lesnar, campeão dos pesados do UFC. E qual a interseção destes fatos tão díspares no processo de evolução do MMA?

Já mostramos nos três posts anteriores desta série (que começa aqui) que os lutadores evoluiram técnica e fisicamente, os eventos cresceram, as transmissões passaram para canais concorrentes e o público interessado aumenta a cada dia. Com mais público, mais transmissões e mais atletas de alto nível, ídolos nascem a todo instante. Com eventos concorrentes, a chance destes ídolos se enfrentarem infelizmente é menor.

Shinya Aoki é o melhor leve do mundo na atualidade, na opinião unânime da equipe do MMA-Brasil.com. Então a pergunta até certo ponto óbvia é: por que Aoki precisa lutar contra cidadãos como David Garner, enquanto existem por aí adversários do porte de BJ Penn, Takanori Gomi, Mike Brown, Gesias Cavalcante, Tatsuya Kawajiri, Urijah Faber, Eddie Alvarez e Miguel Torres? Como alguns eventos de grande porte, como o UFC e o Affliction, não possuem divisões abaixo da leve, alguns deles teriam que subir de peso para competir em 155 libras (70kg), o que certamente não seria problema diante das imensas possibilidades esportivas e econômicas que lutas deste porte trariam.

No sistema atual, um lutador - pelo menos os melhores - tem contrato com um evento e só fazem luta neste, enquanto o contrato vigorar. O duelo Fedor x Lesnar seria o abre-alas para um verdadeiro show de confrontos que os fãs de MMA podem e certamente querem ver. E a divisão mais beneficiada será a dos leves.

E como os eventos ficariam? Eles não precisam acabar. O esporte continuará precisando de oportunidades para prospectos se tornarem realidade. Além disso, sempre será interessante ver lutas por cinturões dos eventos. E, numa escala acima, chegaríamos no ápice ao ver os campeões se enfrentando, em acordos entre os eventos e promotores, para sabermos quem de fato é o campeão mundial. O UFC promove as lutas de BJ Penn (e de qualquer outro detentor de cinturão de outras divisões) como Lightweight Championship of the World, ou seja, Campeonato Mundial de Peso Leve. Como o UFC pode promover lutas assim denominadas se não tem entre seus contratados Aoki, Gomi, Kawajiri ou JZ?

Imaginem um confronto, que hoje é apenas hipotético: o campeão dos leves do UFC, o americano BJ Penn, enfrentando o campeão dos leves do DREAM, o japonês Shinya Aoki, numa melhor de três lutas, a primeira em Las Vegas (EUA), a segunda em Saitama (Japão) e a terceira, se precisar desempatar, num território neutro em expansão, como na Europa. O vencedor deste duelo poderia se auto-proclamar Campeão Mundial sem melindrar ninguém, enquanto seu evento de origem poderia promover lutas internas dele chamando de campeonato mundial. E após este confronto de titãs, o Sengoku certamente teria interesse em enviar Gomi para enfrentar o vencedor, que depois poderia lutar contra Faber, Brown, Torres, Alvarez... As possibilidades são muitas e todos ganham, principalmente o esporte (e o público).

Você não gostaria de saber quem é o melhor médio do mundo, entre Anderson Silva, Robbie Lawler, Paulão Filho, Vitor Belfort e Gegard Mousasi? Ou se Rogério Minotouro teria condições de aumentar ainda mais a encrenca entre os meio-pesados? E se o gigante Brock Lesnar seria páreo para Fedor Emelianenko entre os pesados? Eu também gostaria de ter estas respostas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Notas da Semana (2)

16 a 22 de fevereiro de 2009

Fedor – Essa semana o rumor envolvendo o russo fala de uma possível luta contra o atual campeão do UFC, Brock Lesnar. Durante a semana os internautas postaram como loucos nos fóruns de MMA sobre o assunto. A única coisa que Fedor declarou de fato foi: “Eu e meus agentes esperamos ter uma chance de falar pessoalmente com Dana White [presidente do UFC] em junho para discutir uma possível luta entre eu e Brock.” (fonte: DreamFighters.com). Porém, ainda o mais provável é que Fedor enfrente Josh Barnett no Affliction 3 em julho. Segundo o site MMAFighting.com, as negociações para essa luta estão se realizando bem.

Strikeforce – Jake Shields, um dos 10 melhores meio-médios do mundo, enfrentará Joe Riggs no evento do dia 11 de abril cuja luta principal será Frank Shamrock x Nick Diaz.

Gegard Mousasi – O lutador considerado um dos melhores médios do mundo anunciou que está subindo de peso, pensando em lutar entre o meio-pesados e pesados. O atleta de apenas 23 anos estará abrindo mão do cinturão da categoria pela Dream. Já rondam pela internet rumores de uma luta catchweight com Vítor Belfort.

UFC 95 – Ingleses e brasileiros comemoraram muito os resultados do último UFC no sábado. Ambos países saíram com 3 lutadores vitoriosos nos 10 combates realizados. Esses novos lutadores britânicos no UFC e a nova safra sendo produzida no Ultimate Fighter atual são indicativo de quanto a organização deseja que o esporte se espalhe pela ilha. Os brasileiros não podem reclamar, pois Paulo Thiago encontrou uma vitória inesperada, Júnior dos Santos fincou o pé no octógono e Demian Maia melhora a cada luta, aparentando ser o cara pra pegar o bastão de Anderson Silva e correr com ele por algum tempo.

Fala Demian Maia! – Por falar no lutador brasileiro da semana, essa semana ele explicou a razão do seu sucesso ao Sherdog.com: “A diferença entre eu e outros faixa preta é que eu verdadeiramente creio que o jiu-jítsu pode ser usado em todos os aspectos do MMA porque foi criado pra isso. Se você treinar duro, funcionará.”

UFC 97 Confirmado! – A Comissão Atlética de Quebec pediu chegou a um acordo com o UFC e confirmou em Montreal o evento cuja atração principal é a luta entre os brasileiros Anderson Silva e Thales Leites. A única concessão feita pelo UFC foi banir pisadas, concessão que já fora feita para os UFC anteriores no local.

UFC 99 – Mirko Filipovic, o Cro Cop, afirmou que lutará no evento e que seu provável oponente será Randy Couture (entrevista em croata publicada com trechos traduzidos no Dream Fighters.com). Além desse embate, o site MMA Weekly afirmou que Wanderlei Silva e Rich Franklyn concordaram em lutar nesse primeiro UFC na Alemanha. Outras duas lutas que podem compor o evento são entre os leves Spencer Fisher x Caol Uno e B.J. Penn x Kenny Florian.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mais MMA na TV aberta brasileira

Mostrando que o MMA realmente vem crescendo no Brasil, a Rede Globo mais uma vez deu espaço ao esporte em sua programação. Anderson Silva foi entrevistado por Serginho Groissman no programa Altas Horas, exibido na madrugada de sábado para domingo.

Apesar de o apresentador ter mostrado que o esporte ainda é desconhecido pela grande massa, fazendo perguntas que levavam a platéia a crer que o MMA é um "esporte violento", onde "circula sangue" (culpa de falta de conhecimento de Groissman), a iniciativa é importante para a massificação do MMA no Brasil. Anderson ainda tentou se sair bem, mostrando que o esporte tem regras para proteger os lutadores e que ele não teve uma infância de brigas (como perguntou Serginho).

Este assunto é polêmico e merece um post. Enquanto isso, veja abaixo um trecho da entrevista:

sábado, 14 de fevereiro de 2009

MMA versão 1.0

A perseguição política, que conseguiu proibir o UFC em 36 estados americanos, fazendo a audiência do pay-per-view despencar, forçou o evento a se remodelar. As Comissões Atléticas dos estados passaram a outorgar as lutas. O UFC 12, em fevereiro de 1997, viu a criação das categorias de peso. No UFC 14 as luvas passaram a ser obrigatórias e algumas regras foram banidas, como chutes em adversários caidos. O UFC 15 adicionou outras limitações na trocação, banindo golpes na parte de trás da cabeça, por exemplo. O UFC 21 implementou a divisão das lutas em rounds de 5 minutos. O UFC gradualmente foi se tornando mais esporte do que espetáculo, até que em 2000 fossem criadas as Regras Unificadas para o MMA. A fase de testes passaria à fase final pela primeira vez.
Em paralelo às mudanças no UFC, que sofria se escondendo em mercados menores nos EUA, como Iowa e Alabama, vivendo dias negros, do outro lado do mundo surgia um evento que viria a destronar o UFC em importância mundial. Rickson Gracie usou sua popularidade para alavancar o PRIDE Fighting Championship, evento inaugurado em outubro de 1997, uma semana antes do UFC 15. A principal diferença do evento japonês em relação ao americano era o local de disputa: no PRIDE as lutas ocorriam em ringues de 7x7m, como no boxe.

O PRIDE já nasceu grande. Os organizadores escalaram o ídolo local, Nobuhiko Takada, para enfrentar o lutador com status de semi-deus, Rickson Gracie. Mais de 47.000 pessoas viram no Tokyo Dome Rickson finalizar Takada com um arm-lock. O sucesso do evento atraiu a atenção da mídia de massa japonesa. O resultado foi que os grandes lutadores da época, como Mark Coleman (bicampeão nos UFC 10 e 11 e primeiro detentor do cinturão dos pesados do UFC), Mark Kerr (campeão do UFC 14) e Igor Vovchanchyn começaram a migrar para o PRIDE.

Coleman inclusive pode ser apontado como o exemplo da migração da versão beta do MMA para a versão 1.0. Com a invenção do ground and pound (técnica de derrubar o adversário no chão e bater) e inserção das defesas de quedas do wrestling (takedown defenses, como o sprawl), Coleman conseguiu neutralizar os lutadores de chão e começou a mostrar que seria necessário saber mais de um tipo de luta para vingar no MMA. O Mixed Martial Arts passou a denominar o esporte entre lutadores com conhecimentos em mais de uma técnica de luta. A derrota de Royce Gracie, exemplo da fase beta do MMA, para Matt Hughes, no UFC 60, é o combate que mostra a evolução do esporte de forma mais clara.

Enquanto o UFC passava por momentos difíceis, o PRIDE crescia. Incontáveis monstros do esporte passaram por lá: além de Coleman, Kerr e Vovchanchyn, Rodrigo "Minotauro" Nogueira, Wanderlei Silva, Anderson Silva, Mirko "Cro Cop" Filipovic, Mauricio "Shogun" Rua, Ricardo Arona, Takanori Gomi, Kazushi Sakuraba, Dan Henderson brilharam nos ringues japoneses. Além deles e de muitos outros, o PRIDE coroou aquele que é apontado por muitos como o maior lutador da história do MMA. Se Coleman foi o exemplo da migração, o russo Fedor Emelianenko pode ser considerado a grande estrela desta fase.

Mas o mundo está em constante evolução e o MMA segue o ritmo. Saber mais de um estilo de luta deixaria de ser suficiente. Não bastaria mais ter várias habilidades, seria preciso cada vez mais se tornar um atleta de verdade, num esporte que se tornaria um estilo próprio. Os eventos também precisariam se reinventar para se adequar aos novos tempos de multimercado, com fusões, parcerias, aquisições e falências. Não perca isso e muito mais na última parte deste especial, com o Especiais MMA-Brasil.com: MMA versão 2.0.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O banner do MMA-Brasil.com

Depois da atuação bisonha contra Mauricio Shogun no UFC 93, recebi um comentário no post pedindo que tirasse Coleman do banner do site. Apesar de saber que o pedido foi em tom de brincadeira, entendi o motivo. Mas não podia concordar em retirá-lo, pois os seis lutadores estão lá em cima por algum(ns) motivo(s). Achei então que seria interessante explicá-los para os amigos leitores. Então vamos lá, começando a partir da esquerda.

Anderson Silva, "The Spider"

“Anderson Silva? He is a fucking monster!”. Assim define o Spider o presidente do UFC, Dana White. Foi Anderson a quem o UFC apelou para combater a primeira edição do Affliction, em julho passado.

Muito se discute sobre quem é o melhor lutador pound-for-pound do MMA atual. Dependendo do ponto de vista, podemos ter respostas diferentes. Da visão de qualidade técnica, fico com o Anderson. Lutador que divide com Fedor Emelianenko o posto de número um da maioria das fontes de informação de MMA no mundo, tem como base o Muay Thai e o jiu-jitsu. Anderson é aquele lutador que sempre tem uma carta na manga, faz coisas imprevisíveis. O elbow uppercut encaixado num lutador incrédulo é o ápice da genialidade (fico devendo o link do vídeo, quando o achar, postarei).

Dono absoluto e inconteste do cinturão dos médios do UFC, Anderson pensa inclusive em se aposentar, depois de encerrar o contrato atual de mais três lutas com o UFC. Talvez a falta de adversários de peso o ajudaram a tomar a decisão, depois de ter atropelado gente do calibre de Rich Franklin e Dan Henderson.

Rickson Gracie, "The Legend"

Faixa preta 7º dan de Brazilian Jiu-Jitsu, duas vezes campeão brasileiro de wrestling estilo livre, medalha de ouro de Sambo, invicto em mais de 400 lutas (1) de MMA, vale tudo, jiu-jitsu, sambo e luta livre, o filho mais velho de Helio Gracie é considerado por muitos como o maior lutador de todos os tempos. Só isso já o credenciaria ao banner, mas não fica por aí.

Pessoalmente considero que Rickson foi o precursor do MMA que conhecemos atualmente. Ele desbravou este caminho, até que seus irmãos Rorion e Royce criassem o Ultimate Fighting Championship e o MMA explodisse no mundo inteiro. Rickson tirou os desafios de vale tudo das praias e academias do Rio, levando para os ringues, principalmente no Japão, onde alcançou status de semi-deus. Do seu Japan Vale Tudo Championship nasceu o PRIDE em 1997, evento que o próprio Rickson venceu.

A Lenda parou de lutar em 2000, quando seu filho Rockson faleceu.

Mark Coleman, "The Hammer"

Ficou com o Coleman do UFC 93 na cabeça e o considera inapto a estar no banner? Esqueça isso. Atenha-se a um detalhe importante, que o fez valer a honraria: Coleman foi o inventor do ground'n'pound no MMA, técnica hoje largamente utilizada por qualquer lutador que queira ser alguém no esporte. Agora valeu a vaga, certo? Além disso, foi ele quem definitivamente provou o valor dos wrestlers no MMA, numa época em que o esporte era dominado pelo jiu-jitsu.

Hammer venceu os dois últimos torneios do UFC (10 e 11) e foi o primeiro campeão dos pesados quando, pela primeira vez, o evento registrou limite de peso (UFC 12). Além disso, Coleman foi campeão do PRIDE Open Weight Grand Prix em 2000, ao vencer Igor Vovchanchyn na final. Para se ter uma noção da proeza, podemos dizer, que o ucraniano era algo como o que Fedor é hoje e estava invicto há 30 lutas.

Coleman foi o quinto lutador incluido no Hall da Fama do UFC.

Vitor Belfort, "The Phenom"

Apareceu no MMA com apenas 19 anos, quando chocou o mundo ao passar o carro no UFC 12, na divisão Heavyweight. Vitor simplesmente atropelou seus adversários com um ímpeto até então nunca visto no esporte. O auge daquela fase foi atingido no Ultimate Brazil, quando conseguiu um nocaute incrível contra o também garoto Wanderlei Silva. Quando a luta foi iniciada, Vitor partiu para cima de Wanderlei, cruzou o octógono socando o adversário e o nocauteou em 40 segundos.

O Phenom é um dos lutadores com o boxe mais afiado do MMA mundial. Além disso, possui técnica refinada de luta no chão (faixa preta de jiu-jitsu de Carlson Gracie), o que o torna um lutador bastante versátil. Seus treinos na Xtreme Couture ainda o ajudaram a aperfeiçoar o ground'n'pound.

Recuperado dos sérios problemas pessoais (sua irmã foi sequestrada e ficou desaparecida por anos, até ser dada como morta), Vitor hoje luta no Affliction, na divisão Middleweight. Conseguiu dois nocautes nos dois primeiros eventos, sendo que o último nos fez renascer a esperança de ver o velho Fenômeno de volta.

Fedor Emelianenko, "The Last Emperor"

Fedor é o Fedor, não precisa de maiores explicações. Como não quero me tornar repetitivo, você pode ler aqui, aqui, aqui e aqui também motivos suficientes que colocam Fedor Emelianenko no banner do MMA-Brasil.com. Achou pouco? Então veja os rankings do Sherdog, MMA Weekly, WAMMA e Yahoo Sports. Veja também o resultado da enquete que está rolando aqui no MMA-Brasil.com, sobre o melhor lutador pound-for-pound do MMA atual.

Tá bom, né?

Antonio Rodrigo Nogueira, "Minotauro"

Dono de uma história de vida comovente, quando sobreviveu ao atropelamento de um caminhão que o levou ao coma por quatro dias e internação por onze meses, aos 11 anos de idade, Minotauro é uma das lendas vivas do esporte. Seu estilo "Rocky Balboa", de aguentar castigo e conseguir vencer no final, ajudou na construção do mito. O talento incontestável e a força de vontade completam a formação esportiva deste baiano, que começou no judô e depois passou para o boxe e jiu-jitsu. Seu cartel inclui lutas contra monstros do esporte, como Fedor e Coleman, apenas para ficar entre os integrantes do banner. Como se não bastasse, Minotauro é ainda o único peso pesado que já conquistou o cinturão do PRIDE e do UFC.

Já seria motivo suficiente para colocá-lo no banner, mas Minotauro fez ainda mais. Por causa da popularidade (no exterior, infelizmente) e carisma dele, a Rede Globo começou a dar espaço ao MMA. Notícias no jornal O Globo, eventos transmitidos pelo Sportv e Minotauro participando dos programas do Faustão e Casseta e Planeta. É uma importantíssima ajuda na popularização e crescimento do esporte no Brasil.

O futuro

O banner não é estático, assim como a História. Outros lutadores podem entrar na foto acima. Candidatos não faltam, como Georges St-Pierre, B.J. Penn, Shinya Aoki, Paulão Filho, além de estrelas já consagradas, mas que ainda podem fazer algo de surpreendente, como Wanderlei Silva e Randy Couture.

Gostou dos motivos? Tiraria alguém do banner? Alguém ficou injustamente de fora? Deixe seus palpites na caixinha de comentários!

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(1) Número polêmico e não confirmado. Ainda dizem que Rickson foi derrotado por Ron Tripp num campeonato americano de sambo, em 1993. Não me meto neste mérito.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

UFC 90 SILVA vs COTE

Sábado tem UFC 90, direto de Chicago, na Allstate Arena, com transmissão ao vivo por pay-per-view no Premiere Combate. Depois de um card picareta na semana passada, Dana White se redimiu e vai colocar algumas belas lutas para deleite dos fãs, com vários brasileiros em ação.

Nas lutas que não deverão ser transmitidas ao vivo já teremos pelo menos dois combates para chamar atenção: o brasileiro Thales Leites, especialista em luta de chão, vai encarar o americano Drew McFedries, agressivo e especialista no stand up. Acredito que o Thales não terá muita dificuldade em finalizar o adversário.

A outra será entre os brasileiros Hermes França e Marcus Aurélio, que ficou famoso ao finalizar o superstar japonês Takanori Gomi, no Pride. Será uma luta basicamente de chão. Um fato interessante: Marcus Aurélio foi professor de BJJ de Hermes França. Acho que será uma luta sem favoritos, mas acredito que o Maximus fará uso de sua vantagem física (ele é 10cm mais alto). Vitória na decisão.

Já pelo evento principal, já começaremos com Sean Sherk medindo forças contra Tyson Griffin. Sherk é muito forte para a categoria de leves. Ótimo wrestler, tem grande experiência no MMA, já foi campeão e só perdeu para gente grande (Penn, St-Pierre e Hughes). Tyson vem de vitórias sobre brasileiros, mas acho que não será páreo para o Muscle Shark. Acredito numa vitória por nocaute de Sherk.

Logo depois, mais uma luta de brasucas. Fabricio Werdum volta ao octógono para encarar o estreante Junior Cigano, pela categoria de pesados. Werdum tem talento para disputar o cinturão, para mim é um dos 10 melhores pesados do mundo. Não conheço o Cigano, por isso não tenho como avaliá-lo. Sei que treina boxe com o baiano João Dorea, excelente técnico, que já foi treinador do ex-campeão mundial Acelino "Popó" Freitas. Boto fé na imposição da categoria do Werdum e numa vitória por finalização.

Sem tempo para respirar, outra bela luta. Diferente do poster do evento, o brasileiro Thiago Alves não vai mais enfrentar Diego Sanchez, que se contundiu. Para o lugar dele virá o perigosíssimo Josh Koscheck. Parada dura para o Pitbull, já que Kos, vencedor da primeira edição do The Ultimate Fighter, é raçudo e extremamente bem condicionado fisicamente. Aposto em vitória por decisão de Pitbull.

E no Main Event of the Evening (dá-lhe Bruce Buffer!), o supercampeão Anderson "Spider" Silva, para muitos o melhor lutador pound-for-pound do mundo, vai colocar o cinturão dos médios em jogo contra o canadense Patrick "Predator" Cote. O canadense falou que estudou muito o estilo do Spider, que descobriu falhas no jogo dele. O que o Cotê pode fazer? Se sair pra trocação franca, vai ser triturado. Levar o Spider pro chão? Um faixa roxa de BJJ não tem condição de fazê-lo. Se ousar entrar num double-leg vai tomar uma joelhada daquelas. Anderson acabaria com ele também no clinch. Então, qual a saída para Cote? Simples: a porta do octógono, rápido. Prêmio de nocaute da noite para Anderson Silva, em contagem regressiva para a aposentadoria gloriosa em 2009.

domingo, 20 de julho de 2008

Não teve nem graça

Quem aguardou ansiosamente pelas lutas de ontem, tanto no UFC Fight Night 14 quanto na estréia do Affliction Banned, ficou desapontado. Anderson Silva e Fedor Emelianenko fizeram o que deles se esperava: trituraram seus adversários. Mas acho que ninguém achava que seria tão fácil.

O Spider Anderson Silva fez sua estréia na categoria Light Heavyweight contra James Irvin. O americano havia dito que iria mostrar a Anderson o motivo pelo qual existem categorias de peso. Ele esqueceu que existe também diferença de categoria, de técnica. Em apenas 1 minuto de luta, Anderson defendeu com maestria um chute de Irvin e encaixou um direto de direita na ponta do queixo, que o mandou para a lona. Com a mão esquerda, Spider segurou os pés de Irvin e com a direita encheu o cidadão de socos. Rapidamente o árbitro encerrou a luta por nocaute técnico.



Já em Anaheim a luta foi ainda mais rápida. Fedor, que lutava contra um adversário muito mais qualificado que Irvin e muito maior que o próprio Fedor, destruiu Tim Sylvia (antigo bicampeão do UFC na categoria Heavyweight) em incríveis 36 segundos de luta.

Fedor levou 13 segundos analisando o Maine-Iac, dominando o centro do ringue. De repente o russo explodiu, encaixando uma seqüência devastadora, que começou com um cruzado violetíssimo, que entrou em cheio no queixo de Silvya, seguido por dois uppers não menos potentes. O que se viu depois foram 5 segundos (isso mesmo!) de uma seqüência de toda a sorte de socos, em que todos encontraram o alvo, a cabeça de Sylvia. Tim desabou, Fedor partiu alucinadamente para tentar montar, encaixou o ground and pound e encheu Sylvia ainda mais de socos. Ao tentar virar e dar as costas para o russo, o americano assinou seu atestado de óbito: Fedor encaixou uma asfixia espetacular, fazendo Sylvia desistir.

Abaixo o vídeo completo da luta, com narração em japonês (ou seria coreano?), inclusive com a apresentação do lendário Michael Buffer. Let's get ready to rumble!



Anderson Silva e Fedor Emelianenko mostram que continuam sem adversários. Por lutar em categorias mais leves, talvez o Spider enfrente alguns lutadores que possam dar trabalho, como o brasileiro invicto Lyoto Machida na Light Heavyweight, ou o monstro canadense Georges St. Pierre poderia subir para a Middleweight. Mas acho que Fedor não tem nenhum peso-pesado que possa vencê-lo. Talvez Rodrigo "Minotauro" Nogueira, mas agora em eventos concorrentes (Minotauro é o campeão interino dos pesados do UFC), vai ficar mais difícil vermos a quarta luta entre eles.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Anderson Silva estréia na Meio-Pesado no UFC Fight Night


Depois de aniquilar Dan Henderson, campeão do Pride, o único Middleweight que diziam poder lhe fazer frente, Anderson "The Spider" Silva vai encarar um desafio maior (pelo menos na balança): vai encarar James "The Sandman" Irvin pela categoria Light Heavyweight (até 93kg), no UFC Fight Night de sábado, 19 de julho, em The Pearl, Nevada. O evento será transmitido ao vivo pelo canal Premiere Combate em pay-per-view, a partir das 23h.

Depois de surrar todos os pesos médios no UFC (Rich Franklin duas vezes), Anderson ficou sem adversário em sua categoria. A esperança de alguém vencê-lo estava depositada em Hendo, que chegou ostentando o cinturão do Pride e a posição de ter sido o único homem na história do UFC a ser campeão em duas categorias diferentes simultaneamente (no caso, médio e meio-pesado). Mas o que se viu no UFC 82 foi uma vitória categórica do Spider por finalização no segundo round.

Considerado o melhor striker do mundo, faixa preta de Jiu-Jitsu, com condicionamento físico perfeito e o melhor lutador de MMA em qualquer peso, Anderson deve vencer sem muita dificuldade em sua estréia na categoria dos meio pesados. Irvin deve tentar se aproveitar a deficiência do Anderson no wrestling ou acertar um de seus tremendos socos.

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18/07/2008: Acabei de ficar sabendo que este evento será transmitido pela TV aberta nos EUA. É mais um passo na popularização do MMA, tomando o espaço que um dia foi do boxe.